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O fim do Will Bank: Entenda como ficam os 12 milhões de clientes após a liquidação


O cenário bancário brasileiro sofreu um forte abalo nesta quarta-feira (21), com o Banco Central decretando a liquidação extrajudicial da Will Financeira (Will Bank). A instituição, que pertence ao Banco Master também em processo de liquidação, deixa 12 milhões de clientes em busca de respostas sobre seus cartões, saldos e investimentos.


1. Cartões Mastercard cancelados

A mudança mais imediata atinge quem utiliza o cartão de crédito ou débito do "amarelinho".

  • Suspensão: A Mastercard já havia suspendido a operação na véspera.

  • O que fazer: Todos os cartões serão cancelados e param de funcionar. Os clientes precisam buscar outras alternativas de pagamento imediatamente.

  • Faturas em aberto: Atenção! A liquidação não perdoa as dívidas. Os clientes que possuem faturas a vencer devem continuar pagando seus débitos para evitar a negativação do nome. O liquidante nomeado pelo BC divulgará os canais oficiais para os pagamentos.

2. Dinheiro investido e o papel do FGC

Para quem tinha dinheiro aplicado (como em CDBs ou conta rendeira), a boa notícia é que o Will Bank possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

  • Limite de Cobertura: O FGC garante até R$ 250 mil por CPF.

  • Valores acima de R$ 250 mil: Se você tinha, por exemplo, R$ 300 mil, receberá os R$ 250 mil via FGC de forma mais ágil. Os R$ 50 mil restantes entram na massa liquidante e podem demorar anos para serem recuperados, dependendo dos bens que o banco possuir.

  • Impacto no Fundo: Com a liquidação do Master e agora do Will Bank, o FGC enfrenta o maior desafio de sua história, podendo desembolsar mais de R$ 47 bilhões no total dos dois casos.

3. Foco nas Classes C, D e E

O Will Bank se posicionava como o banco digital das classes populares. Especialistas alertam que o impacto social é grande, pois muitas famílias utilizavam a instituição como sua única conta bancária ou para guardar as economias de uma vida inteira.

Dicas dos especialistas para evitar prejuízos:

  1. Não confie apenas no FGC: Embora o fundo exista, o ressarcimento não é instantâneo. Tenha sempre uma reserva de emergência em uma instituição financeira sólida (bancos sistêmicos).

  2. Diversifique: Nunca deixe todo o seu dinheiro em uma única corretora ou banco digital, especialmente se o valor ultrapassar o limite de R$ 250 mil.

  3. Acompanhe os canais oficiais: O site do Will Bank e do Banco Central devem publicar em breve o passo a passo para o pedido de ressarcimento via aplicativo do FGC.

Com informações da CNN Brasil

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