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| Foto: reprodução Prefeito Nabor Wanderley prefeito de Patos - PB |
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um inquérito para investigar possíveis irregularidades nos pagamentos dos servidores do município de Patos. A suspeita é de que descontos compulsórios e sem previsão legal estariam sendo aplicados nos contracheques para financiar o Programa de Atenção à Primeira Infância (PAI), considerado a principal marca da gestão do prefeito Nabor Wanderley (Republicanos).
De acordo com a denúncia anônima, os descontos atingiriam principalmente servidores contratados, faltando transparência orçamentária sobre o destino dos recursos. Além disso, o promotor Caio Terceiro Neto Parente Miranda apura indícios de desvio de finalidade e uso indevido de verbas federais, o que levou o caso também ao conhecimento do Ministério Público Federal (MPF).
O que diz a Prefeitura de Patos: Em defesa da gestão, o secretário de Saúde, Leônidas Medeiros, negou qualquer ilegalidade. Segundo ele, as contribuições para o programa PAI são facultativas e só ocorrem mediante autorização expressa dos prestadores de serviço. O secretário afirmou que o município já enviou os esclarecimentos ao MPPB e aguarda o arquivamento do processo, reforçando que qualquer colaborador pode solicitar a suspensão do desconto a qualquer momento.
Pontos centrais da investigação:
A Denúncia: Descontos obrigatórios em salários de contratados para o programa PAI.
O Programa: Iniciativa que paga R$ 130 mensais para famílias carentes comprarem alimentos.
Ação Judicial: Promotor requisitou cópias de contratos e contracheques dos últimos seis meses.
Contexto Político: Nabor Wanderley é pai do deputado federal Hugo Motta e pré-candidato ao Senado em 2026.

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