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Denúncias graves revelam baratas na comida e falhas estruturais no Hospital Metropolitano

Foto: reprodução/Jornal da Paraíba - Baratas na comida servida pelo Hospital Metropolitano. Denúncia anônima
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, está no centro de uma série de denúncias graves feitas por servidores à Rádio CBN. O caso mais chocante envolve a higiene da unidade: imagens enviadas por funcionários mostram uma barata dentro de um prato de comida que seria servido na unidade.



A instituição é administrada pela fundação PB Saúde, do Governo do Estado, e enfrenta reclamações que vão desde a má conservação da infraestrutura até irregularidades fiscais e trabalhistas.

Principais irregularidades denunciadas:

  • Higiene Precária: Além da presença de insetos na alimentação, funcionários relatam condições inadequadas na cozinha.

  • Problemas Estruturais: Defeitos no sistema de ar-condicionado afetaram setores críticos, resultando, segundo relatos, no fechamento de um setor de UTI.

  • Calote no FGTS: Servidores apontam que o fundo de garantia não está sendo depositado corretamente.

  • Atrasos de Pagamento: Trabalhadores contratados como Pessoa Jurídica (PJ) afirmam estar com os salários atrasados há mais de um ano.

  • Concurso Público: Existe uma cobrança pela lentidão na convocação de aprovados no certame da PB Saúde.

O posicionamento da PB Saúde

Em nota, a fundação PB Saúde rebateu as denúncias e apresentou justificativas para cada ponto:

  1. Sobre o inseto: A direção informou que mantém um cronograma técnico de dedetização por empresa especializada e que solicitou reforço imediato nas ações após o episódio.

  2. Sobre o FGTS: A fundação negou sonegação, alegando uma "intercorrência técnica no processo de compensação" que impediu o pagamento na data correta. Prometeu regularizar os valores com correção assim que o sistema for ajustado.

  3. Sobre o Ar-condicionado: Confirmou falhas pontuais, mas afirmou que foram adotadas medidas corretivas e que pacientes foram realocados preventivamente, mantendo a segurança assistencial.

  4. Sobre o Concurso: A fundação destacou que o concurso de 2025 segue dentro da validade e que já convocou 571 profissionais (cerca de 40,5% das vagas imediatas), seguindo o planejamento orçamentário.

Confira a íntegra da nota da PB Saúde:

A Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), por meio de sua direção superior, vem a público prestar esclarecimentos acerca de questionamentos recentemente divulgados envolvendo o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, gerenciado pela PB Saúde, e a própria Fundação.

Em relação à denúncia sobre a presença de inseto em refeição destinada a paciente, a direção do Hospital Metropolitano informa que a unidade adota rigorosamente um cronograma técnico de dedetização e controle integrado de pragas, executado por empresa especializada, em conformidade com as normas sanitárias vigentes, sendo, inclusive, solicitado reforço imediato das ações preventivas, como medida adicional de monitoramento e segurança assistencial.

Quanto às alegações referentes à suposta sonegação de FGTS e de direitos trabalhistas, a PB Saúde esclarece que todas as informações relativas às obrigações legais foram devidamente declaradas aos órgãos competentes, incluindo Receita Federal e sistema do FGTS. O que ocorreu foi uma intercorrência de natureza técnica no processo de compensação, que impossibilitou a efetivação dos créditos na data inicialmente prevista. Assim que o ajuste for concluído, os valores serão integralizados com as devidas correções, sem qualquer prejuízo financeiro aos trabalhadores.

Sobre a convocação de aprovados em concurso público, a PB Saúde informa que o certame foi homologado em 10 de abril de 2025 e possui validade de dois anos, contados a partir dessa data, com possibilidade de prorrogação por igual período, conforme previsto em edital. Dessa forma, o prazo legal para convocação dos aprovados nas vagas imediatas se estende até 10 de abril de 2027, ou, em caso de prorrogação, até 10 de abril de 2029, inexistindo qualquer irregularidade no cronograma adotado pela instituição. As primeiras convocações ocorreram em maio de 2025 e, desde então, já foram convocados 571 profissionais para atuação nas três macrorregiões do Estado, o que corresponde a aproximadamente 40,5% das 1.410 vagas destinadas à contratação imediata. Esse quantitativo evidencia o avanço consistente da Fundação na formação de equipes qualificadas, em consonância com o planejamento técnico, administrativo e orçamentário, assegurando eficiência na gestão e qualidade na assistência prestada à população paraibana. A PB Saúde ressalta que o processo de convocação segue dentro da normalidade e dos prazos legais, sendo conduzido de forma responsável, gradual, organizada e transparente, considerando a demanda das unidades de saúde e as etapas previstas no concurso público. As próximas etapas de convocação vão ser deliberadas em reunião do Conselho de Administração da Fundação (Consad), considerando o planejamento orçamentário e a necessidade de adequação à incorporação de novas unidades à PB Saúde.

Em relação aos relatos sobre falhas no sistema de ar-condicionado da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Metropolitano, a direção da unidade esclarece que os episódios identificados foram prontamente tratados, com adoção imediata de medidas corretivas, realocação preventiva de pacientes sempre que indicado e abertura de procedimento de apuração de responsabilidades junto às empresas contratadas. A unidade mantém suas atividades assistenciais com segurança, observando rigorosamente os parâmetros legais, técnicos e sanitários, além do acompanhamento contínuo das providências administrativas cabíveis.

A PB Saúde reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade, a segurança assistencial e o respeito aos usuários do Sistema Único de Saúde e aos seus trabalhadores, permanecendo à disposição dos órgãos de controle e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais.

 Com informações do Jornal da Paraíba

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