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PL Antifacção Aprovado na Câmara com 110 Votos Contrários; Governistas e os Paraibanos Gervasio Maia (PSB) e Luiz Couto (PT) Votam contra

 

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), o Projeto de Lei (PL) Antifacção, que estabelece um novo marco legal para o combate ao crime organizado e milícias no país. O texto, que segue agora para análise do Senado Federal, foi chancelado por ampla maioria, mas enfrentou forte resistência da bancada governista.

Resultado da Votação e Oposição na Paraíba

O placar geral registrou 370 votos favoráveis, 110 votos contrários e 3 abstenções. A oposição ao texto final, elaborado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), partiu principalmente dos deputados governistas, que defenderam a aprovação do Projeto de Lei em sua versão original.

Entre a bancada paraibana, dois parlamentares votaram contra a aprovação do PL Antifacção:

  • Gervasio Maia (PSB)

  • Luiz Couto (PT)

Os demais deputados da Paraíba presentes registraram voto 'Sim' (Aguinaldo Ribeiro, Cabo Gilberto Silva, Mersinho Lucena, Romero Rodrigues, Murilo Galdino, Wellington Roberto, Ruy Carneiro, Wilson Santiago e Dr. Damião). O deputado Hugo Motta (Republicanos) não votou por ser o presidente da sessão.

Medidas Propostas pelo Novo Texto

O projeto aprovado endurece o combate ao crime organizado com a inclusão de medidas focadas em asfixiar financeiramente as facções e impor penas mais severas:

  • Penas Aumentadas: Aumenta as penas para participação em organização criminosa ou milícia.

  • Domínio Social Estruturado: Tipifica diversas condutas de organizações criminosas e milícias sob a categoria de "domínio social estruturado", com pena de reclusão de 20 a 40 anos.

  • Apreensão de Bens: Permite a apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias.

  • Restrições de Benefícios: Proíbe o condenado de ser beneficiado por anistia, graça ou indulto, fiança ou liberdade condicional.

  • Auxílio-Reclusão: Impede que dependentes do segurado contem com auxílio-reclusão caso o detento esteja preso provisoriamente ou cumprindo pena em regime fechado ou semiaberto.

O texto agora segue para o Senado, onde passará por nova rodada de debates.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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