Frei Gilson é denunciado ao Ministério Público por supostas falas discriminatórias contra mulheres e LGBT+
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| Frei Gilson/foto reprodução/redes sociais |
O Frei Gilson da Silva Pupo Azevedo, um dos líderes religiosos com maior alcance digital no Brasil, foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sob acusação de proferir declarações discriminatórias. A denúncia foi protocolada pelo jornalista e escritor Brendo Silva, ex-noviço que conviveu no ambiente eclesiástico por mais de uma década.
Segundo a representação, o religioso teria utilizado termos considerados ofensivos e ultrapassados em suas homilias, entrevistas e redes sociais para se referir à homossexualidade. Entre as expressões citadas na denúncia estão associações da orientação sexual a conceitos como “desordem”, “contrariedade à lei natural” e “depravação grave”.
Argumentos da Denúncia
Brendo Silva sustenta que a conduta do frei extrapola os limites da pregação religiosa. Segundo o jornalista, “liberdade religiosa não é liberdade para odiar”. Ele argumenta que discursos que patologizam pessoas LGBT+ ou que sugerem uma posição de inferioridade para as mulheres não podem ser tratados como naturais na sociedade contemporânea.
O denunciante também apontou o que chamou de "contradição" institucional, relatando ter convivido com diversos membros da hierarquia católica (seminaristas, padres e bispos) que seriam gays, contrastando com o rigor dos discursos públicos de Frei Gilson.
Alcance Digital e Repercussão
Frei Gilson é um fenômeno de audiência nas plataformas digitais, conhecido especialmente pelas orações do Rosário de madrugada e por suas composições musicais católicas. Seus números impressionam:
Instagram: Quase 13 milhões de seguidores.
YouTube: Mais de 9 milhões de inscritos.
Spotify: Mais de 1,8 milhão de ouvintes mensais.
Segundo a reportagem do portal Metrópoles, um dos vídeos anexados à denúncia mostra o frei sendo enfático sobre a doutrina: “Se a tua igreja está falando que não pode homem com homem, não pode e acabou”.
Posicionamento
Até o momento, a defesa do Frei Gilson não enviou retorno aos questionamentos da imprensa. O religioso também não utilizou seus canais oficiais para comentar o teor da denúncia ou a abertura da investigação pelo Ministério Público. O espaço permanece aberto para manifestação do citado.
Com informaçoes do Metrópoles

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