PF prende dono da Choquei em operação que apura esquema de R$ 1,6 bilhão

Grandes marcas ganham com engajamento do Choquei | Foto: Reprodução/Redes sociais | Foto: Reprodução/Redes sociais

 A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/04/2026), uma operação para desarticular um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão de forma ilícita em menos de dois anos.

Entre os principais alvos está o influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei. A Justiça autorizou a prisão temporária dele e de outros 38 investigados.

Operação de grande escala

Ao todo, mais de 200 policiais federais cumprem:

As ações ocorrem em nove Estados e no Distrito Federal.

Além de Raphael, também foram presos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. O influenciador Chrys Dias também aparece entre os investigados.

Segundo a defesa, Raphael presta depoimento na sede da Polícia Federal em Goiânia.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, o grupo utilizava uma rede de empresas e terceiros para ocultar a origem do dinheiro.

Entre as práticas identificadas estão:

  • movimentação de grandes quantias em espécie;
  • uso de criptoativos para dificultar o rastreamento;
  • operações financeiras realizadas no Brasil e no exterior.

A Polícia Federal ainda apura qual era o papel exato de Raphael dentro da estrutura financeira.

Histórico de polêmicas

A página Choquei ganhou notoriedade com conteúdos de celebridades e publicidade digital, acumulando mais de 30 milhões de seguidores.

No entanto, o perfil já esteve envolvido em controvérsias, incluindo o caso da jovem Jéssica Canedo, que morreu após a disseminação de informações falsas sobre um suposto relacionamento com o humorista Whindersson Nunes.

Na época, Raphael prestou depoimento, mas não foi indiciado. A conclusão apontou que o conteúdo teria sido inicialmente criado pela própria vítima.

Foco nas finanças

Nesta nova fase, o foco das autoridades é rastrear o fluxo financeiro e identificar a extensão do esquema.

Os mandados foram cumpridos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão, entre outros.

A defesa de Raphael informou que deve se manifestar após ter acesso completo aos autos da investigação.

Fonte: Revista Oeste.

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