MP Eleitoral recomenda redução de contratações temporárias na Paraíba e alerta para risco político em 2026

Comunicação MPF

O Ministério Público Eleitoral recomendou ao governo da Paraíba a adoção de medidas para reduzir o número de contratações temporárias no estado. O documento foi divulgado nesta terça-feira (15/04/2026) pela Procuradoria da República na Paraíba.

Percentual quase triplicou o limite

De acordo com relatórios técnicos, o número de vínculos temporários cresceu de 56,33% em 2020 para 79,98% no início de 2026.

O índice ultrapassa, com ampla margem, o teto de 30% estabelecido pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba para esse tipo de contratação em relação ao número de servidores efetivos.

A recomendação determina que o percentual atual seja tratado como limite máximo intransponível ao longo de 2026.

Risco de uso político

O Ministério Público Eleitoral alerta que o alto número de contratos temporários pode abrir espaço para uso político da máquina pública em ano eleitoral.

Segundo o órgão, a dependência de renovações contratuais cria um ambiente propício à influência política, o que pode comprometer a lisura das Eleições 2026 no Brasil.

O documento afirma que o cenário representa um desvirtuamento da regra constitucional do concurso público.

Medidas exigidas

Entre as determinações feitas ao governo estadual estão:

  • redução gradual do número de temporários ainda em 2026;
  • criação de comissão interinstitucional para planejamento de pessoal;
  • apresentação, em até 90 dias, de cronograma para novos concursos públicos;
  • garantia de processos seletivos públicos e objetivos para contratações temporárias, quando necessárias.

Possíveis consequências

O MP Eleitoral advertiu que a omissão pode ser enquadrada como:

Além disso, os responsáveis podem responder a ações de investigação judicial eleitoral e processos por improbidade administrativa.

Acordo institucional

A recomendação faz parte de um acordo firmado entre:

O objetivo é fiscalizar contratações e evitar o uso político desses vínculos.

Nova orientação eleitoral

No fim de março, o MP Eleitoral também recomendou que agentes públicos e candidatos não utilizem fardas, viaturas ou símbolos institucionais em atos político-eleitorais.

A medida busca preservar a neutralidade das instituições públicas durante o período eleitoral.

Fonte: MPF.

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