MP Eleitoral investiga João Azevêdo por suposto uso da máquina pública para promoção pessoal


O Ministério Público Eleitoral abriu investigação contra o governador da Paraíba, João Azevêdo, por suspeita de uso da máquina pública para promoção pessoal, campanha antecipada e possível abuso de poder político.

A apuração foi divulgada neste sábado (28/03/2026) e teve como base postagens feitas pelo chefe do Executivo estadual em redes sociais.

Motivo da investigação

Segundo o órgão, os conteúdos publicados apresentam ações e obras do governo estadual com características típicas de comunicação institucional.

De acordo com o Ministério Público, o material inclui:

  • exibição de obras públicas;
  • divulgação de ações governamentais;
  • uso de imagens e vídeos que, em tese, teriam sido produzidos pela estrutura oficial do Estado.

O órgão aponta que esse tipo de conteúdo pode ter sido elaborado com apoio da assessoria de comunicação do governo, o que levanta questionamentos sobre uso de recursos públicos.

Possível violação constitucional

O Ministério Público Eleitoral destacou que há indícios iniciais de violação à Constituição Federal do Brasil, que proíbe a promoção pessoal de autoridades em publicidade institucional.

A investigação busca esclarecer se houve uso indevido da estrutura estatal para beneficiar a imagem pessoal do governador.

Questionamentos feitos ao governador

O MP determinou a intimação de João Azevêdo para prestar esclarecimentos e responder a uma série de pontos, entre eles:

  • se o material divulgado tem origem institucional;
  • se houve uso de imagens ou vídeos produzidos pela comunicação oficial do Estado;
  • quem custeou a produção e edição dos conteúdos;
  • apresentação de documentos que comprovem os custos e a origem dos recursos utilizados.

Próximos passos

A apuração ainda está em fase inicial e não há conclusão sobre eventual irregularidade. O procedimento pode avançar para medidas judiciais, a depender das respostas apresentadas e das provas reunidas.

O caso ocorre em um contexto pré-eleitoral, em que a legislação impõe restrições mais rígidas à comunicação institucional para evitar favorecimento político.

Fonte: Veja

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