O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinou R$ 403,2 bilhões para programas sociais em 2026, ano em que busca a reeleição. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (30/03/2026), com base em levantamento do Poder360.
A estratégia do governo mira ampliar o alcance de políticas públicas para diferentes segmentos da sociedade, incluindo população de baixa renda, classe média e setores produtivos.
Principais programas contemplados
Entre os principais repasses estão:
- Bolsa Família: R$ 158,6 bilhões;
- Farmácia Popular: R$ 6 bilhões;
- Gás do Povo: R$ 4,7 bilhões.
O governo também retomou iniciativas de gestões anteriores, reforçando programas que marcaram mandatos passados.
Alcance dos benefícios
Os programas atingem milhões de brasileiros:
- 19,9 milhões de famílias no Bolsa Família;
- 27 milhões de pessoas no Farmácia Popular;
- 15 milhões de beneficiários do Gás do Povo;
- 16 milhões de contribuintes com isenção do Imposto de Renda;
- 14,1 milhões com liberação do FGTS;
- 4 milhões atendidos pelo Pé de Meia;
- 127 mil famílias no Minha Casa Minha Vida.
Expansão para outros setores
A estratégia também inclui ações voltadas à classe média e ao setor produtivo, como:
- financiamento habitacional e melhorias de moradia;
- linhas de crédito por meio da política industrial;
- incentivo às exportações para compensar impactos de tarifas internacionais.
Comunicação e cenário político
Apesar do volume de recursos, o governo enfrenta dificuldades na percepção pública.
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, com desconto para salários até R$ 7,3 mil, ainda não gerou o impacto esperado.
No dia 23 de março de 2026, o governo enviou mensagens via WhatsApp para cerca de 8 milhões de beneficiários do Gás do Povo, reforçando a divulgação das ações.
Queda na popularidade
Levantamento do PoderData divulgado em 25 de março de 2026 aponta que:
- 61% dos entrevistados desaprovam o governo;
- 51% classificam a gestão como “ruim” ou “péssimo”.
O índice de desaprovação é o maior desde março de 2024, indicando desgaste mesmo com a ampliação dos gastos sociais.
Fonte: Revista Oeste.

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