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| Daniel Vorcaro |
A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Ao todo, a PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.
Além de Vorcaro, o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro, também é alvo da operação.
Investigação envolve fraudes bilionárias
A operação apura a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente praticados por organização criminosa. Segundo a PF, o foco é um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado.
As ordens de afastamento atingem dois servidores do Banco Central do Brasil: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização da autarquia, e Bellini Santana. Ambos já estavam afastados por decisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
As investigações contaram com o apoio do Banco Central.
Prisão ocorreu em São Paulo
Vorcaro foi detido em sua residência, na capital paulista, e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal. Esta não é a primeira vez que o empresário é preso. Em novembro do ano passado, ele foi detido quando se preparava para embarcar em voo internacional. Dez dias depois, foi solto mediante uso de tornozeleira eletrônica.
A defesa informou que não se manifestará neste momento. Já os advogados de Zettel afirmaram que o cliente se apresentou à Polícia Federal e está à disposição das autoridades.
CPI do Crime Organizado
A prisão ocorreu no mesmo dia em que Vorcaro deveria prestar depoimento na CPI do Crime Organizado, no Senado. Na noite anterior, o ministro André Mendonça havia autorizado que o empresário fosse dispensado da obrigação de comparecer, tornando sua presença facultativa.
Na decisão, o ministro ressaltou a relevância da comissão parlamentar, mas destacou a garantia constitucional contra a autoincriminação de investigados.
Com informações do Metrópoles

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