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| Números fazem parte do Censo Escolar 2025, que indica dados de escolas, alunos e profissionais em sala de aula • Antônio Cruz/Agência Brasil |
O Brasil encerrou 2025 com 46 milhões de alunos matriculados na educação básica, uma queda de 2,3% em relação ao ano anterior. Trata-se do recuo mais acentuado da última década, segundo dados do Censo Escolar 2025 apresentados pelo Ministério da Educação.
O levantamento foi produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, autarquia vinculada ao MEC, e divulgado em coletiva realizada em Manaus.
A retração foi puxada principalmente pelo ensino médio, que registrou queda de 5,4% no número de estudantes em apenas um ano. Em 2024, eram 6,7 milhões de alunos na rede pública. Em 2025, o total caiu para 6,3 milhões, redução de aproximadamente 425 mil matrículas.
Sete estados concentraram 75% da queda nacional: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pará, Paraná e Pernambuco. São Paulo respondeu sozinho por 37,2% da redução total. Na contramão, Roraima e Santa Catarina registraram crescimento nas matrículas.
Os estados com maior redução no ensino médio foram Rio Grande do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Segundo o Inep, a queda não pode ser atribuída apenas à evasão escolar. O órgão sustenta que o movimento reflete mudanças demográficas e correção de fluxo, com menos alunos repetindo de ano e maior progressão escolar. A redução da população em idade escolar também influencia os números.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a diminuição das matrículas não compromete o acesso à escola. De acordo com o MEC, a taxa de atendimento na educação básica permanece acima de 90%.
O Censo Escolar 2025 também trouxe, pela primeira vez, um monitoramento mais detalhado dos itinerários formativos do novo ensino médio, permitindo identificar os percursos de aprofundamento e os cursos técnico-profissionais escolhidos pelos estudantes.
Na educação infantil, os dados acendem um sinal de alerta. As matrículas em creches ficaram estagnadas em cerca de 4,18 milhões. Já a pré-escola registrou queda de 3,8% em relação ao ano anterior.
Em sentido oposto à retração geral, houve aumento das matrículas em tempo integral e crescimento contínuo da Educação Profissional e Tecnológica, que alcançou o maior patamar da série histórica.
Fonte: CNN Brasil.

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