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Anvisa autoriza e define regras para o cultivo de cannabis medicinal e científico no Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta terça-feira (3), a resolução que regulamenta o cultivo de Cannabis sativa em território brasileiro. A medida é histórica e estabelece critérios rigorosos, limitando o plantio a variedades com baixo teor de THC (igual ou inferior a 0,3%), voltadas exclusivamente para fins farmacêuticos, medicinais ou de pesquisa científica.

As novas normas entram em vigor no dia 4 de agosto de 2026. Até lá, empresas e instituições devem se preparar para atender às exigências de segurança e rastreabilidade impostas pelo órgão regulador.

Principais exigências para o cultivo:

Para obter a Autorização Especial (AE), os estabelecimentos precisarão apresentar:

  • Georreferenciamento: Coordenadas exatas da área de cultivo.

  • Plano de Monitoramento: Descrição técnica de controle e estimativa de produção por hectare.

  • Segurança Jurídica: Comprovação da origem lícita de sementes e mudas.

Controle Rigoroso de THC e Rastreabilidade

A resolução é clara: qualquer lote que ultrapasse o limite de 0,3% de THC deve ser imediatamente destruído sob condições de segurança. As instituições devem manter um sistema de rastreabilidade que identifique cada planta por lote, variedade e data de início do cultivo.

Prazos para Instituições com Decisão Judicial:

Entidades que já realizam o plantio amparadas por liminares judiciais ganharam um prazo maior para adaptação. Elas terão até o dia 5 de agosto de 2027 para se adequarem às novas diretrizes e obterem a licença definitiva da Anvisa.

Ponto da RegraDetalhe Importante
Limite de THCMáximo de 0,3% (Variedades de cânhamo/hemp).
FinalidadeApenas Medicinal, Farmacêutica ou Pesquisa.
ImportaçãoProibida a importação de sementes apenas para revenda.
FiscalizaçãoAnálises laboratoriais obrigatórias em todos os lotes.
Com informações da CNN

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