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Diretor do Dnit acusado em esquema do INSS pede exoneração


O diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Marcos de Brito Campos Júnior, solicitou sua exoneração do cargo na última sexta-feira (9). A decisão ocorreu após a repercussão de que o servidor vinha exercendo suas funções na autarquia federal utilizando tornozeleira eletrônica.

Marcos de Brito era alvo de monitoramento desde o dia 18 de dezembro de 2025, quando foi deflagrada uma etapa da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

As investigações da PF apontam que o ex-diretor era peça fundamental em um esquema de desvio de recursos de aposentados do INSS. Segundo o inquérito:

  • Facilitação de Fraudes: Ele teria auxiliado Antonio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”) a realizar descontos associativos fraudulentos diretamente na folha de pagamento de segurados.

  • Vantagens Indevidas: Mensagens interceptadas sugerem o recebimento de R$ 20 mil em propina, além de passagens aéreas pagas por uma empresa de fachada ligada ao esquema.

  • Papel Central: A PF o descreve como um dos "agentes centrais da engrenagem criminosa".

Decisão Judicial e Renúncia

Apesar de a Polícia Federal ter solicitado a prisão preventiva de Júnior, o ministro do STF, André Mendonça, negou o pedido. O magistrado entendeu que, como o servidor havia deixado de interagir com os outros investigados desde que assumiu o posto no Dnit em 2023, o monitoramento eletrônico e medidas restritivas seriam suficientes.

Ao deixar o cargo, Marcos de Brito abre mão de um salário de R$ 23 mil. Em sua defesa, ele afirmou ao portal Metrópoles que a saída visa "concentrar esforços em sua defesa" perante a justiça. A exoneração já foi publicada no Diário Oficial da União.


A Operação Sem Desconto investiga organizações criminosas que lucram com descontos indevidos em benefícios previdenciários, prejudicando milhares de aposentados em todo o país.

Com informações da Revista Oeste

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