![]() |
Marcos de Brito era alvo de monitoramento desde o dia 18 de dezembro de 2025, quando foi deflagrada uma etapa da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
As investigações da PF apontam que o ex-diretor era peça fundamental em um esquema de desvio de recursos de aposentados do INSS. Segundo o inquérito:
Facilitação de Fraudes: Ele teria auxiliado Antonio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”) a realizar descontos associativos fraudulentos diretamente na folha de pagamento de segurados.
Vantagens Indevidas: Mensagens interceptadas sugerem o recebimento de R$ 20 mil em propina, além de passagens aéreas pagas por uma empresa de fachada ligada ao esquema.
Papel Central: A PF o descreve como um dos "agentes centrais da engrenagem criminosa".
Decisão Judicial e Renúncia
Apesar de a Polícia Federal ter solicitado a prisão preventiva de Júnior, o ministro do STF, André Mendonça, negou o pedido. O magistrado entendeu que, como o servidor havia deixado de interagir com os outros investigados desde que assumiu o posto no Dnit em 2023, o monitoramento eletrônico e medidas restritivas seriam suficientes.
Ao deixar o cargo, Marcos de Brito abre mão de um salário de R$ 23 mil. Em sua defesa, ele afirmou ao portal Metrópoles que a saída visa "concentrar esforços em sua defesa" perante a justiça. A exoneração já foi publicada no Diário Oficial da União.
A Operação Sem Desconto investiga organizações criminosas que lucram com descontos indevidos em benefícios previdenciários, prejudicando milhares de aposentados em todo o país.
Com informações da Revista Oeste
.webp)
0 Comentários