Nabor Wanderley está investindo pesado na pré-candidatura ao Senado, contando com o forte apoio do filho, Hugo Motta, e de uma boa quantidade de prefeitos. Porém, as pesquisas mostram que apoio político nem sempre é suficiente. O ex-prefeito de Patos enfrenta dificuldade para superar os desgastes de sua gestão, o que levanta a questão: será que o eleitor paraibano vai perdoar os problemas do passado em troca de alianças?
No entanto, pesquisas internas e públicas indicam que sua pré-candidatura tem dificuldade para decolar. O principal entrave é a imagem desgastada por investigações do MPF (Operação Outside) e questionamentos no TCE, incluindo o suposto sumiço de R$ 20 milhões em tributos e pagamento irregular de R$ 2,6 milhões em gratificações.
Nossa Análise:
- Nabor tem conseguido articular bem no interior, conquistando prefeitos importantes, inclusive fazendo alguns abandonarem outras candidaturas, como a de João Azevêdo. Isso mostra sua capacidade de articulação política.
- Apesar disso, o eleitor paraibano parece estar mais exigente. Apoio de prefeitos (antigo “voto de cabresto”) já não é suficiente para eleger um senador. É preciso ter boa imagem e propostas claras.
- As investigações do MPF sobre obras das Alças Sudeste e Sudoeste, mesmo sem Nabor ter sido denunciado diretamente, deixam marcas negativas na memória do eleitorado.
- O processo no TCE sobre o desaparecimento de R$ 20 milhões em tributos é especialmente grave e dificulta que Nabor se apresente como um gestor eficiente.
- A proximidade com Hugo Motta também traz problemas. O nome do filho aparece em pautas polêmicas no Congresso e no caso Banco Master, o que acaba respingando no pai.
- A disputa para o Senado na Paraíba está cada vez mais acirrada e exige que os candidatos tenham “conceito positivo”. Até o momento, Nabor ainda não conseguiu se desvincular da imagem de práticas políticas antigas.
- Esse cenário mostra a evolução do eleitorado paraibano, que hoje valoriza mais conteúdo, transparência e modernidade do que simplesmente apoio de lideranças.
Fonte: Análise política publicada em 29/05/2026.

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