O Caso Padre Zé continua chocando a Paraíba. A decisão do Tribunal de Justiça de acatar a denúncia e tornar réus o Padre Egídio, dois ex-secretários de Estado e mais 14 pessoas reforça a gravidade das acusações de desvio de recursos públicos destinados à assistência social. Ver dinheiro que deveria alimentar milhares de famílias carentes sendo desviado através de propina causa revolta e tristeza.
A denúncia aponta pagamento de propinas disfarçadas de “devoluções” por empresas fornecedoras, com valores de R$ 50 mil para Tibério Limeira e R$ 70 mil para Pollyana Werton. As provas incluem extratos bancários, mensagens de WhatsApp e anotações financeiras.
Nossa Análise:
- A decisão do TJPB é importante porque demonstra que mesmo nomes com influência política e religiosa não estão acima da lei. Aceitar a denúncia significa que existem indícios suficientes para dar prosseguimento ao processo.
- Chama atenção o fato de recursos do Programa Prato Cheio, que deveria atender pessoas em situação de vulnerabilidade, terem sido supostamente usados em um esquema de corrupção. Isso é inaceitável.
- Padre Egídio, uma figura conhecida por seu trabalho social, agora responde a graves acusações. Independentemente de sua história, as provas precisam ser analisadas com rigor.
- Os ex-secretários Pollyana Werton e Tibério Limeira, que ocuparam cargos de confiança no governo, são acusados de receber propina. Isso abala a confiança da população nos gestores públicos.
- O esquema teria movimentado milhões de reais (apenas em um dos convênios foram mais de R$ 18 milhões). O tamanho dos valores reforça a necessidade de uma investigação profunda e punição exemplar.
- As defesas já se manifestaram alegando inocência e nulidades processuais, o que é natural. Agora cabe ao processo seguir com transparência para que a verdade seja esclarecida.
- Infelizmente, casos como esse mancham a imagem de instituições importantes, como a Igreja e o próprio governo estadual, e geram descrédito na população.
Fonte: Decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba e denúncia do Gaeco/MPPB, divulgadas em 27/05/2026.

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