Caso Padre Zé: TJPB Torna Réus Ex-Secretários e Padre Egídio por Esquema de Propina no Hospital



O Caso Padre Zé continua chocando a Paraíba. A decisão do Tribunal de Justiça de acatar a denúncia e tornar réus o Padre Egídio, dois ex-secretários de Estado e mais 14 pessoas reforça a gravidade das acusações de desvio de recursos públicos destinados à assistência social. Ver dinheiro que deveria alimentar milhares de famílias carentes sendo desviado através de propina causa revolta e tristeza.

Nesta quarta-feira (27), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba acatou denúncia do Gaeco/MPPB e tornou réus 16 pessoas no esquema de propina investigado no Hospital Padre Zé e no Programa Prato Cheio. Entre os denunciados estão o Padre Egídio de Carvalho Neto, as ex-secretárias Pollyana Werton (Pollyanna Dutra) e Tibério Limeira, além de outros envolvidos.

A denúncia aponta pagamento de propinas disfarçadas de “devoluções” por empresas fornecedoras, com valores de R$ 50 mil para Tibério Limeira e R$ 70 mil para Pollyana Werton. As provas incluem extratos bancários, mensagens de WhatsApp e anotações financeiras.

Nossa Análise:

  • A decisão do TJPB é importante porque demonstra que mesmo nomes com influência política e religiosa não estão acima da lei. Aceitar a denúncia significa que existem indícios suficientes para dar prosseguimento ao processo.
  • Chama atenção o fato de recursos do Programa Prato Cheio, que deveria atender pessoas em situação de vulnerabilidade, terem sido supostamente usados em um esquema de corrupção. Isso é inaceitável.
  • Padre Egídio, uma figura conhecida por seu trabalho social, agora responde a graves acusações. Independentemente de sua história, as provas precisam ser analisadas com rigor.
  • Os ex-secretários Pollyana Werton e Tibério Limeira, que ocuparam cargos de confiança no governo, são acusados de receber propina. Isso abala a confiança da população nos gestores públicos.
  • O esquema teria movimentado milhões de reais (apenas em um dos convênios foram mais de R$ 18 milhões). O tamanho dos valores reforça a necessidade de uma investigação profunda e punição exemplar.
  • As defesas já se manifestaram alegando inocência e nulidades processuais, o que é natural. Agora cabe ao processo seguir com transparência para que a verdade seja esclarecida.
  • Infelizmente, casos como esse mancham a imagem de instituições importantes, como a Igreja e o próprio governo estadual, e geram descrédito na população.

Na Paraíba, o Hospital Padre Zé é uma referência no atendimento a milhares de paraibanos, especialmente os mais pobres. O Programa Prato Cheio era visto como uma iniciativa noble de combate à fome. Ver esse caso de corrupção envolvendo exatamente essas instituições causa indignação em todo o estado. A população cobra agora que a Justiça avance e que os recursos desviados sejam recuperados.

Corrupção que tira comida da mesa de quem mais precisa é das mais repugnantes. Que o processo siga com celeridade, respeito ao devido processo legal e total transparência. A Paraíba precisa de justiça de verdade: que os culpados sejam punidos e que o trabalho social sério não seja prejudicado por atos ilícitos.

Fonte: Decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba e denúncia do Gaeco/MPPB, divulgadas em 27/05/2026.

 

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