PF aponta que "Careca do INSS" corrompeu policiais para forjar furto de Audi de luxo



PF aponta que "Careca do INSS" corrompeu policiais para forjar furto de Audi de luxo

Novos desdobramentos da operação "Farra do INSS" revelam indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teria subornado duas policiais civis de São Paulo. O objetivo seria forjar o furto de um veículo de luxo, um Audi RS6, avaliado em R$ 377 mil.

Em decisão sigilosa do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro relator André Mendonça citou representação da Polícia Federal (PF) apontando que a investigadora Karla Rodrigues e a escrivã Anna Lygia Paredes Gatti teriam atuado para simular o crime.

Apreensões e Afastamento

As duas policiais foram afastadas de suas funções em dezembro de 2025 e foram alvos de busca e apreensão. Segundo a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo, em um dos veículos das servidoras foram encontrados cadernos com anotações detalhadas sobre apólices de seguro de carros pertencentes ao lobista.

Apesar do afastamento e de responderem nas esferas criminal e disciplinar, Karla Rodrigues (salário de R$ 8.226,32) e Anna Lygia (R$ 6.959,33) continuam recebendo suas remunerações normalmente.

O Outro Lado

A defesa de Antonio Carlos Antunes, representada pela advogada Danyelle Galvão, declarou confiar na Justiça. A defesa alega que, na verdade, um ex-funcionário é quem teria subtraído bens do lobista, incluindo um outro veículo de luxo. As policiais investigadas não se manifestaram até o fechamento desta edição.

Com informação do Metrópoles

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