Paraíba registra saldo negativo de empregos em fevereiro com perda de 1,1 mil postos

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Mercado de Trabalho: Paraíba fecha fevereiro com saldo negativo de 1.186 postos de trabalho, aponta Caged

O mercado de trabalho formal na Paraíba apresentou um recuo no segundo mês de 2026. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (31), o estado registrou um saldo negativo de 1.186 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado é fruto de 21.465 admissões contra 22.651 desligamentos realizados no período.

Apesar do desempenho negativo no acumulado mensal, o cenário contrasta com o excelente histórico de 2025, quando a Paraíba encerrou o ano com um saldo positivo de 31.043 novos empregos, conquistando o segundo maior crescimento relativo entre todos os estados brasileiros no período.

Desempenho por Setores: Agro e Indústria em queda O levantamento do Ministério do Trabalho, que abrange cinco setores principais da economia (excluindo o funcionalismo público), mostra que a retração em fevereiro foi puxada principalmente por três áreas:

  • Agropecuária: Foi o setor com a maior perda, registrando saldo negativo de 2.052 postos.

  • Indústria: Apresentou um recuo de 1.226 vagas.

  • Comércio: Teve uma leve baixa de 63 postos.

Por outro lado, os setores de Serviços (+1.866 vagas) e Construção (+290 vagas) conseguiram manter o fôlego e fecharam o mês com saldo positivo, evitando uma queda ainda maior nos índices estaduais.

João Pessoa e Campina Grande na contramão Enquanto o estado como um todo sofreu com as demissões na agropecuária e indústria, as duas maiores cidades da Paraíba conseguiram resultados positivos em fevereiro, impulsionadas provavelmente pela força do setor de serviços:

  • João Pessoa: Registrou saldo positivo de 869 novos postos (10.012 admissões contra 9.143 desligamentos).

  • Campina Grande: Apresentou saldo positivo de 765 vagas (4.768 admissões contra 4.003 desligamentos).

A concentração de vagas nas maiores cidades reforça a tendência de que os polos urbanos continuam sendo os principais motores da empregabilidade, enquanto os setores produtivos ligados ao campo e à indústria enfrentam um período de ajuste após o forte crescimento do ano anterior.

Com informações do Jornal da Paraíba

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