![]() |
| Foto: reprodução |
O fechamento da janela partidária neste fim de semana consolidou um cenário de isolamento e enfraquecimento para o PSB paraibano. Sob a presidência do ex-governador João Azevêdo, a legenda que antes detinha o protagonismo da base governista encerra o prazo de forma melancólica, sofrendo uma debandada em massa de seus principais quadros para partidos aliados, como o Republicanos (de Hugo Motta) e o Progressistas (de Aguinaldo Ribeiro).
As queixas sobre a falta de articulação política do ex-governador, que vinham sendo sussurradas nos bastidores há meses, tornaram-se públicas através das desfiliações. O PSB, que detinha a "caneta" e o comando do estado, viu sua chapa proporcional ser desmantelada por aqueles que deveriam ser seus principais parceiros de coalizão.
A debandada na Assembleia e na Câmara Federal O impacto na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) foi severo. Dos nomes de peso que compunham a bancada socialista, restou apenas o deputado Chico Mendes. O partido perdeu:
Para o PP (Aguinaldo Ribeiro): João Gonçalves, Tanilson Soares e Júnior Araújo.
Para o Republicanos (Hugo Motta): Tião Gomes.
Para o MDB (Veneziano): Hervázio Bezerra.
Na esfera federal, a perda também foi simbólica e estratégica: o deputado Gervásio Maia, uma das principais vozes da legenda, deixou o PSB para embarcar no PCdoB.
Ex-auxiliares e lideranças municipais dão "adeus" O esvaziamento não se restringiu ao parlamento. Ex-membros do primeiro escalão do governo João Azevêdo também buscaram abrigo em outras siglas. Pollyanna Werton e Ricardo Barbosa aceitaram o convite de Aguinaldo Ribeiro e migraram para o PP. Já o ex-prefeito de São Bento, Jarques Lúcio, e o presidente da Famup, George Coelho, reforçaram as fileiras do Republicanos. Até o médico Jhony Bezerra, nome forte para o pleito, optou pelo PSD.
O que restou do PSB? Até o momento, a "nominata" de pré-candidatos do partido resume-se a poucos nomes:
Chico Mendes (Deputado estadual);
Tibério Limeira (Ex-secretário);
Lídia Moura;
Fábio Tyrone (Ex-prefeito de Sousa, que ainda enfrenta batalhas jurídicas contra sua inelegibilidade).
Alerta para o Senado O redesenho das forças políticas acende um sinal de alerta máximo para as pretensões de João Azevêdo. Ao permitir que seu próprio partido fosse partilhado entre Hugo Motta e Aguinaldo Ribeiro, o ex-governador chega à disputa de 2026 sem uma base sólida e dependente da boa vontade de aliados que acabaram de "engolir" seu espólio político. A dúvida que fica nos bastidores é se esse esvaziamento não seria o prelúdio de uma surpresa ainda maior em sua caminhada rumo ao Senado.
Com informações do Jornal da Paraíba.

Comentários
Postar um comentário