Mensagem de Vorcaro teria sido enviada a número funcional do STF, diz presidente da CPMI do INSS

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, afirmou que uma mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro no dia de sua primeira prisão teve como destino um “número funcional” do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o parlamentar, o telefone citado nas investigações pertence à estrutura oficial da Corte. A informação foi revelada pela jornalista Malu Gaspar, em coluna publicada no jornal O Globo, indicando que a mensagem teria sido direcionada ao ministro Alexandre de Moraes.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Viana afirmou que cabe ao Supremo esclarecer quem utilizava o número no momento do envio da mensagem.

Pedido de afastamento de ministros

Durante a entrevista, o senador defendeu o afastamento de Moraes enquanto durarem as investigações da CPMI, sob o argumento de garantir isenção no processo.

Ele também citou o ministro Dias Toffoli, afirmando que ambos não deveriam permanecer nos cargos durante a apuração.

Segundo Viana, a medida seria necessária para assegurar transparência e credibilidade às investigações.

Críticas ao STF

O parlamentar fez críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal, afirmando que a Corte tem tomado decisões contraditórias e que haveria uma relação inadequada entre autoridades em Brasília.

Na avaliação do senador, existe uma dinâmica de “proteção mútua” entre integrantes dos Poderes, o que, segundo ele, comprometeria o funcionamento institucional.

Emendas e ligação com investigados

Viana também respondeu a questionamentos sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para a Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, em 2019.

O senador negou qualquer vínculo com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como pastor ligado à instituição.

De acordo com Viana, Zettel não fazia parte da sede principal da igreja, mas de uma unidade vinculada. O parlamentar afirmou ainda que destinou recursos a diversas entidades e defendeu a atuação de igrejas em ações sociais, especialmente em assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade e no sistema prisional.

O caso segue em apuração no âmbito da CPMI do INSS, que investiga possíveis irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Fonte: Revista Oeste.

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