Mais da metade dos brasileiros avalia que está difícil ou muito difícil conseguir trabalho no país. É o que mostra levantamento do FGV IBRE, que indica que 53,6% dos entrevistados têm essa percepção.
O dado faz parte da 9ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, com base no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. O resultado representa uma piora em relação ao período anterior, embora o instituto ressalte que a ausência de ajuste sazonal pode influenciar essa variação.
Expectativa divide opiniões
Em relação aos próximos meses, o cenário aparece dividido:
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34,3% acreditam que o mercado de trabalho vai piorar;
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33% avaliam que haverá melhora;
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32,7% apostam em estabilidade.
Mesmo com essa divisão, a percepção mais negativa é a maior desde outubro de 2025.
Sinal de desaceleração
Segundo o economista Rodolpho Tobler, os dados mais recentes indicam uma mudança de percepção da população.
A leitura inicial de 2026 apontava continuidade do aquecimento econômico observado em 2025, mas com tendência de estabilidade. Agora, cresce a parcela que já enxerga desaceleração no ritmo do mercado de trabalho, especialmente neste primeiro semestre.
A expectativa é que, diante de um cenário macroeconômico mais desafiador, o número de vagas abertas em 2026 seja menor do que no ano passado.
Percepção do trabalhador
Os indicadores do FGV IBRE são divulgados mensalmente desde julho de 2025 e buscam medir a percepção do trabalhador sobre o mercado.
A pesquisa considera fatores como:
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satisfação com o emprego;
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risco de perda de renda;
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proteção social;
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suficiência da renda;
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expectativa para os próximos seis meses.
O levantamento reforça um ponto que já aparece na prática: apesar dos discursos oficiais sobre recuperação econômica, o sentimento de insegurança no mercado de trabalho segue alto entre os brasileiros.
Fonte: FGV IBRE.

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