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Justiça determina prisão de desembargador aposentado condenado por estuprar a própria neta


Cumprimento de Mandado e Condenação

O desembargador aposentado Rafael de Araújo Romano entregou-se à polícia nesta sexta-feira (20), em Manaus. Condenado a 47 anos de prisão em regime fechado, Romano se apresentou na Delegacia Geral após a determinação judicial para o início do cumprimento da pena.

Histórico de Abusos e Denúncia

As investigações do Ministério Público do Amazonas (MPAM) detalham um longo período de violência sexual:

  • Início: Os abusos começaram em 2009, quando a vítima tinha apenas 7 anos.

  • Duração: Os crimes persistiram até 2016, quando a jovem completou 14 anos.

  • Revelação: O caso veio a público em 2018, após a vítima relatar os fatos à mãe em um hospital. A denúncia foi formalizada pela genitora à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Contexto Familiar e Repercussão

Em depoimento, a mãe da vítima relatou o choque ao descobrir que os crimes ocorriam dentro de sua própria residência, onde o desembargador — avô paterno da jovem — usufruía de total confiança da família. Uma tia da vítima chegou a presenciar uma das situações em 2016, mas a jovem, na ocasião, negou o ocorrido por sentir vergonha.

Implicações Administrativas

Sobre a perda do cargo público e a possível cassação da aposentadoria, a Justiça informou que:

  1. A decisão cabe aos órgãos competentes (Tribunal e Conselho).

  2. Foi determinada a comunicação formal à Procuradoria-Geral do Estado para as providências necessárias.

A defesa de Rafael de Araújo Romano ainda não foi localizada para comentar a prisão.

Com informações do G1

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