Pedro Cunha Lima admite diálogo com Efraim e Cícero, mas mantém pré-candidatura ao governo da Paraíba em 2026


Apesar do isolamento dentro do grupo das oposições, o presidente estadual do PSD, Pedro Cunha Lima, afirmou nesta terça-feira (29), em entrevista à CBN Paraíba, que está aberto ao diálogo com o senador Efraim Filho (União Brasil) e com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) — ambos também pré-candidatos ao governo do Estado em 2026.

Pedro, no entanto, reforçou que mantém seu nome à disposição para disputar novamente o cargo de governador, embora reconheça a importância de construir uma frente oposicionista forte e unida.

“O diálogo está aberto com Cícero e Efraim. Tenho mantido a pré-candidatura como opção. Se minha contribuição for manter a candidatura para fazer um debate, o que eu garanto é que vou estar junto das oposições no segundo turno”, afirmou o ex-deputado.

Fragmentação da oposição

Pedro Cunha Lima foi o principal nome das oposições nas eleições de 2022, quando chegou ao segundo turno e obteve aproximadamente 1,2 milhão de votos, ficando a pouco mais de 116 mil votos de João Azevêdo (PSB), reeleito governador.

Desde então, o campo oposicionista vem se fragmentando. O senador Efraim Filho articula sua candidatura ao governo com apoio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) costurou a filiação de Cícero Lucena ao partido, também com o objetivo de lançá-lo ao Palácio da Redenção.

Para Pedro, o mais importante é garantir que a oposição tenha um projeto consistente e competitivo:
“Na oposição, numa eleição de dois turnos, é natural existirem mais de uma candidatura. Mas existe um trabalho para que nos leve à disputa mais competitiva possível”, disse.

Investigação envolvendo Cícero Lucena

Questionado sobre a investigação autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que determinou à Polícia Federal apurar suposta ligação de Cícero Lucena com uma facção criminosa durante as eleições de 2024, Pedro Cunha Lima defendeu a continuidade das apurações.

“Todo político precisa ser fiscalizado, investigado e responsabilizado, independentemente do lado do palanque. O que eu espero dessa investigação é o mesmo que espero em qualquer outro caso como na Calvário: que toda apuração aconteça e, no final, haja a devida responsabilização de cada um”, afirmou.

Pedro também descartou a possibilidade de disputar cargos legislativos e reafirmou que sua atuação será voltada à construção de um projeto político que ofereça uma alternativa real ao atual governo estadual.

Fonte: CBN Paraíba

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